segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Turismo

Embora não haja uma definição única do que seja Turismo, as Recomendações da Organização Mundial de Turismo/Nações Unidas sobre Estatísticas de Turismo, o definem como "as atividades que as pessoas realizam durante suas viagens e permanência em lugares distintos dos que vivem, por um período de tempo inferior a um ano consecutivo, com fins de lazernegócios e outros."

Segundo autores, existem duas linhas de pensamentos, no qual a História do Turismo se divide. A primeira seria que é o ócio, descanso, cultura, saúde, negócios ou relações familiares. Estes deslocamentos se distinguem por sua finalidade dos outros tipos de viagens motivados por guerras, movimentos migratórios, conquista, comércio, etc. Não obstante o turismo tem antecedentes históricos claros. Depois, se concretizaria com o então movimento da Revolução Industrial.
A segunda linha de pensamento se baseia em que o Turismo realmente se iniciou com a Revolução Industrial, visto que os deslocamentos tinham como intuito o lazer.

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Dica para quem vai ficar em Hostel pela primeira vez

A primeira vez que eu me hospedei em um hostel foi em Cape Town, na África do Sul. Essa foi também a minha primeira viagem internacional e, nesse tempo, quando eu era mais jovem e maluca que hoje, eu curtia o estilo de viagem “chegando lá eu vejo”. Isso significa que eu embarquei para o meu primeiro mochilão estrangeiro sem nenhuma reserva de hotel, passagem interna, ideia do que fazer. Nada. A única coisa que eu tinha era um roteiro mais ou menos anotado no meu caderninho de viagens. Essa também foi a minha (falta de) estratégia no meu primeiro mochilão pelo Brasil, um ano antes.
Quando chegou o dia de sair da casa em que eu morei durante o meu trabalho voluntário, eu e o Rafa colocamos nossas mochilas absurdamente grandes e pesadas nas costas (nós também não sabíamos fazer as malas) e perambulamos pelas ruas do centro da Cidade do Cabo em busca de uma cama para dormir. Não preciso dizer que deu muito errado.
Onde ficar em Cape Town - Long Street
Foto: Wikimedia Commons/Ossewa
O hostel em si não era lá tão ruim em termos de estrutura e limpeza, mas ficava bem no miolo dos bares da Long Street, a rua mais movimentada de Cape Town. Pra gente, isso pareceu uma maravilha na hora, mas foi só a noite chegar que a escolha se mostrou um inferno. Era gente bêbada gritando debaixo da nossa janela a madrugada inteira. Além disso, nosso quarto (que era duplo, não coletivo), não tinha ar-condicionado.
Nós também não ligamos muito para isso na hora que resolvemos, às pressas, ficar por ali mesmo. Mas se eu tivesse me preocupado em checar a previsão do tempo, ia descobrir que a temperatura subiria 15 graus de um dia para o outro. O resultado foi que a mesma janela que servia para nos deixar cientes de tudo o que rolava na rua era imprestável para refrescar o quarto. Eu lavava o cabelo antes de dormir só para o travesseiro ficar mais fresquinho e teve um dia que eu deitei no chão porque, sério, era insuportável ficar naqueles lençóis.
calor-hotel
Desses erros bestas, a gente aprende uma coisa:
- Mesmo que você não queira reservar com antecedência, compensa fazer uma pesquisa prévia na internet e chegar já com algumas ideias sobre onde ficar ou que tipo de hostel você quer. Acredite, é muito mais fácil tomar boas decisões quando você está sentadinho em uma sala com ar condicionado do que andando debaixo do sol com 30 kg nas costas. Um ano mais tarde, eu adotei essa estratégia na Índia e deu bem mais certo.
A primeira vez que eu fiquei em um quarto coletivo, no entanto, foi em Roma, já na volta ao mundo. Eu confesso que fiquei morrendo de medo de ser roubada. Dormia com passaporte, doleira e celular debaixo do travesseiro todos os dias. Também fiquei com medo do psicopata com tuberculose que dividia o quarto comigo.
Com o tempo fui me acostumando, pegando as manhas e achando essa história de dividir quarto com quem eu não conheço cada vez mais natural. Eu confesso que prefiro mil vezes ter um quarto para mim, mas como nem sempre isso é posível, vou dividir com vocês um pouco do que eu aprendi nessa vida de alberguista.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Meu guia para o Marrocos

Seguindo na minha intenção de trazer para cá algumas viagens do meu antigo site, apresento a você o Marrocos, o meu primeiríssimo destino considerado exótico, aquele que abriu a porta para todos que vieram depois.
Meknes - Foto: Gabriel Prehn Britto
Daí, você que leu meu post sobre o Sudeste Asiático me pergunta: “Mas você não disse que sua primeira aventura num lugar diferentão havia sido Vietnã-Camboja-Laos?”
E eu respondo: não. O Sudeste Asiático foi a minha primeira grande aventura num lugar exótico.
A principal diferença entre a aventura e a grande aventura é simples: o Marrocos está ao lado da Europa, enquanto o Sudeste Asiático está a 10 horas de voo das principais cidades do Velho Continente.

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Como chegar em Cumbica - Guarulhos sem gastar muito

Além de saída obrigatória de quem vai de São Paulo para o exterior, o Aeroporto Internacional de Guarulhos, ou Cumbica, é sempre uma boa pedida para quem quer economizar no preço das passagens aéreas para dentro do Brasil. Os preços são sempre mais baixos do que para quem escolhe Congonhas, aeroporto dentro da cidade de São Paulo. Mas uma coisa incomoda: a distância de 25Km até o Centro da cidade.
Para piorar, a única maneira de chegar até lá é de carro ou ônibus. Não existe metrô ou trem, o que em raríssimas exceções obriga o viajante a enfrentar o pesado trânsito da Marginal Tietê. Mas ao contrário de Belo Horizonte – onde o aeroporto é mais longe, porém existem mais opções de ônibus diretos para o Centro -, a única alternativa viável para quem quer um transporte com qualidade de Cumbica para São Paulo é o Airport Bus Service, um ônibus executivo que tem a coragem de “assaltar” os passageiros em R$36,50. Táxi também não é opção para os duros, que desembolsam normalmente R$100 pelo trajeto até a Av. Paulista.
Foto: Divulgação/Infraero
Foi então que resolvi testar, numa viagem de fim de semana a Florianópolis, uma outra forma de chegar com rapidez e sem tantos transtornos ao aeroporto: ônibus circular Metrô Tatuapé / Aeroporto de Guarulhos por R$4,45.

Como fazer?
Saindo do Metrô Tatuapé (Linha Vermelha), basta virar à esquerda assim que passar pela catraca e descer a rampa que você já encontrará a placa com o número da Linha 257 – Aeroporto de Guarulhos / Metrô Tatuapé. Nos dias úteis, os ônibus partem em média a cada 15 minutos entre 5h e 0h10.

Tem malas?
Embora eu não estivesse com bagagem, uma das coisas que me preocupava era o caso de haver muita gente com mala. Pois surpreendentemente, antes de qualquer passageiro embarcar, o cobrador pergunta quem tem bagagem e pede para que elas sejam colocadas primeiro dentro do ônibus antes de todos entrarem. Uma tranquilidade a mais!

O ônibus
Mais uma surpresa. O ônibus tinha ar-condicionado e era bem espaçoso. Parece um daqueles da Infraero que você pega no próprio aeroporto quando seu avião para no pátio e não em um dos fingers.
Tempo do trajeto
Percorri o trajeto Metrô Tatuapé – Guarulhos numa sexta-feira à noite, dia do pior trânsito em São Paulo. Mesmo assim, levei pouco mais de 30 minutos para chegar ao aeroporto. A previsão da EMTU fica nos 45 minutos.
Preço
A tarifa custa apenas R$4,45 – bem melhor que os R$36,50 do ônibus executivo.
E para voltar?
O trajeto sentido contrário, de Guarulhos para o metrô, também é feito pela Linha 257. Para encontrar o ponto, basta ir até o saguão do aeroporto e seguir as placas “ônibus”. O circular para o Metrô Tatuapé sai do lado do ônibus da TAM , próximo ao estacionamento. A linha funciona entre 5h05 e 0h10 nos dias úteis.
Conclusão
Gostei muito da rapidez e da facilidade de poder pegar o transporte no metrô, o que facilita muito para quem é de São Paulo ou chega de viagem. Sem contar a economia, né?

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Turistas aprovam hospitalidade dos cariocas durante a Copa, mostra pesquisa

A hospitalidade dos cariocas foi aprovada por 97,1% dos turistas estrangeiros que passaram pelo Rio de Janeiro por causa da Copa do Mundo até agora. É o que mostra pesquisa prévia feita pela empresa GMR Inteligência de Mercado a pedido da Secretaria de Turismo/Riotur, divulgada nesta sexta-feira (11).
De acordo com a pesquisa, 98,8% dos turistas estrangeiros tiveram as expectativas atingidas ou superadas na passagem pelo Rio durante a Copa e 98,3% recomendariam a cidade como destino a parentes e amigos. No geral, 97,1% dos entrevistados aprovaram a hospitalidade dos cariocas, índice considerado ótimo.
Os turistas brasileiros que passaram pelo Rio nesse período também tiveram boa impressão da cidade e de seus moradores. A pesquisa mostra que 98,4% foram atendidos ou tiveram suas expectativas superadas com a viagem, 98,2% recomendariam a visita ao Rio e 96% ratificaram como verdadeira a fama de hospitaleiro do povo carioca.

domingo, 14 de setembro de 2014

As pistas de Corralco


Todo aquele branco pela primeira vez surpreendeu. Neve, algumas árvores e talvez uma montanha ao fundo, conforme o ponto de onde partia o olhar. Num quarto aconchegante e aquecido, você pode despertar para ver uma floresta de araucárias milenares ou o vulcão Lonquimay, ambos pintados de branco, pois a neve não é pouca na região.

Se for passageiro de primeira nevasca, sua reação será tirar uma foto da vista na janela. Caso já seja experiente, é provável que queira registrar o momento mesmo assim, pois, de qualquer forma, é uma cena única. Apenas a primeira das boas surpresas reservadas pelo Corralco Mountain & Ski Resort.

O centro de esqui no sul do Chile é um dos mais novos do país, com cerca de dez anos de existência - e só em meados do ano passado inaugurou seu hotel, o que facilita muito a vida dos esquiadores.

Temuco fica a 120 quilômetros e no caminho há apenas poucas opções de pousadas.

A mudança na paisagem é perceptível ainda na estrada, durante a viagem de aproximadamente duas horas desde o aeroporto de Temuco.

A chegada, à noite, preserva um ar misterioso; quando você acorda no dia seguinte, a janela escancara a belezura.

Depois de um café da manhã reforçado, é hora de enfrentar a neve. Uma dica importante: na região não há locais para aluguel de roupas impermeáveis, então é indispensável levá-las na mala.

Do total de 26 pistas, cinco são para para iniciantes, que contam com aulas de primeiros passos

sábado, 13 de setembro de 2014

Roraima: muitas riquezas

É longe. Noutro hemisfério. Até o fuso horário é diferente. Sabe-se pouco, muito menos do que se deveria, sobre esse Estado. E se imagina que, por estar tão ao norte, veria muita floresta. E não se vê. Imagina-se ainda que se veria muitos índios. Mas também não se vê. Porém, a bem da verdade, isso foi incrível: Roraima é daqueles lugares que vai além dos clichês.

Os 2.500 quilômetros de distância em linha reta de Boa Vista a Brasília podem fazer você pensar que o Brasil termina em Roraima. Mas, para o roraimense, é ali que começa o País - mais precisamente, na Serra do Caburaí, 84 quilômetros ao norte do Cabo Orange, no Rio Oiapoque, no Amapá.

Sob essa lógica, a expressão correta deveria ser "do Caburaí ao Chuí" para designar esse Brasilzão de Deus.